Etiópia

População - 105,350,020

Capital - Addis Abeba

Língua oficial - Amárico

Moeda oficial - Birr

Código Internacional de telefone - +251

Fuso horário - UTC/GMT +3

Principais aeroportos - Aeroporto Internacional Bole (Addis Abeba)

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Quando visitar a Etiópia

O clima na Etiópia é temperado, especialmente na região do grande planalto central. No entanto, as ondas de calor podem afectar o Mar Vermelho e as áreas circundantes, a Este e Oeste, na zona de fronteira com o Sudão. A estação chuvosa é entre Junho e Setembro, mas chuvas leves começam em meados de Março e Abril.

As temperaturas médias são de cerca de 20° C, durante todo o ano, pelo que a Etiópia pode ser visitada em qualquer altura do ano, mas é prudente evitar Junho, Julho e Agosto, quando as fortes chuvadas podem provocar o caos nos transportes e acessos. Mais a sul, a estação chuvosa tende a começar e terminar algumas semanas antes, e a zona sul do Vale do Omo é mais chuvosa entre Março e Junho.

Longe de ser invulgarmente seca, a Etiópia tem um clima relativamente húmido, com Addis Abeba, por exemplo, a receber o dobro da precipitação anual de Londres. Estas são, no entanto, chuvas sazonais.

Na maioria dos locais turísticos, incluindo Addis Abeba, e dos principais pontos ao longo do circuito Norte e Harar, as temperaturas diurnas oscilam entre 22˚C e 28˚C, embora as noites justifiquem o uso de um casaco. Em zonas mais elevadas, como as montanhas Bale ou Simien, será necessário roupa quente.

O Vale do Rift e do Omo são mais quentes e só no norte do Vale do Rift o calor pode ser insuportável. O momento ideal para explorar o circuito Norte é Setembro, quando a chuva diminui ligeiramente, a temporada turística ainda não arrancou e as encostas verdes são reforçadas com manchas de florido amarelo.

A não ser que pretenda caminhar nas montanhas, é possível visitar Addis Abeba, os planaltos do Norte e do Vale do Rift, em qualquer época. Mesmo em Julho e Agosto as tempestades são de curta duração, poderá apreciar as paisagens verdejantes, desfrutar de Lalibela com muito menos turistas e pagar bastante menos pelas estadias no hotéis.

A alta temporada na Etiópia, entre o final de Setembro e Janeiro – com festividades como Meskel e Timkat – é popular entre os visitantes e os preços dos hotéis disparam. Mas é uma excelente altura para visitar, encontrando temperaturas amenas, céu azul e pouca ou nenhuma chuva.

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Que visitar na Etiópia

A Etiópia é um destino cheio de aventuras e paisagens únicas. O Vale do Omo, por exemplo, é um lugar fascinante, onde podemos conhecer diversas tribos locais e aprender sobre as culturas tradicionais. Para quem gosta de natureza, as Montanhas Simien são um lugar imperdível, com vistas deslumbrantes, trilhos para explorar e os babuínos gelada. As Cataratas do Nilo Azul também são um lugar obrigatório, assim como a Depressão de Danakil, uma das regiões mais quentes e inóspitas do planeta.

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Lalibela

Pôr-do-sol nas igrejas de Lalibela, Etiópia
As igrejas de Lalibela - a cerca de 600 km da capital da Etiópia, Adis Abeba - foram esculpidas na rocha por ordem do Rei Lalibela no século XII. Foto: Alastair Rae

Lalibela, na Etiópia, é um daqueles locais que nunca deve ficar por visitar. Nesta cidade – projetada e construída para ser a segunda Jerusalém – existe uma variedade impressionante de igrejas e mosteiros esculpidos em pedra – incluindo a famosa Catedral de São Jorge. O primeiro europeu a descobrir estas igrejas foi o explorador português Pêro da Covilhã (1460-1526).

Trata-se de um local medieval, no centro de um extenso complexo de 11 igrejas monolíticas de pedra construídas pelo Rei Lalibela, no final do século XII. Lalibela – apontado como um santo depois de dizer ter visto Jerusalém – tentou construir uma réplica da cidade israelita, em resposta à captura de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187.

Cada igreja foi esculpida com um único bloco de rocha para simbolizar espiritualidade e humildade e a fé cristã inspirou muitas das características. Lalibela foi a capital da Etiópia a partir do final do século XII e início do século XIII.

As estruturas são conhecidas pelo seu esplendor artístico e cada um dos edifícios apresenta projectos arquitectónicos distintos, como a cruz de São Jorge.

Montanhas Simien

Montanha Parque Nacional de Simien, na Etiópia
Vista panorâmica da cadeia montanhosa de Simien, no Parque Nacional de Simien, na Etiópia. Foto: Leonard Floyd
As montanhas Simien, declaradas Património da UNESCO em 1978, caracterizam-se pela sua excepcional beleza natural, que inclui paisagens soberbas, fauna e flora endémicas. Aqui incluem-se os macacos Geladas, muitas vezes chamado, de forma errada, babuíno-gelada.

As montanhas estão inseridas no Parque Nacional Simien, um autêntico paraíso, um cenário exótico, com vida selvagem única e paisagens de cortar a respiração. As Montanhas Simien são, sem dúvida, uma das mais espectaculares cordilheiras de África.

Ras Dashen é o pico mais elevado, com 4553 metros de altura. As belezas naturais desta região, frequentemente apelidada de Recreio de Deus, atraem visitantes de todo o mundo e é fácil perceber porquê.

Vale do Omo

tribo suri, Vale do Omo, Etiópia
No Vale do Omo, no sudoeste da Etiópia, habitam várias tribos, como os Suri. A região do Omo é uma das mais visitadas da Etiópia. Foto: Trevor Cole

Muito parecido com o Maasai, no Quénia, o Vale do Omo, é um dos únicos lugares no mundo onde ainda é possível encontrar povos indígenas que não foram influenciados pelo mundo exterior. O sul é também um excelente local para participar num safari.

O Vale do Omo, com os seus povos étnicos fascinantes, é hoje uma das maiores atracções turísticas da Etiópia. A grande maioria dos visitantes concentra-se nos locais de fácil acesso, mais seguras e etnicamente mais diversificada, do lado oriental do vale.

Se estiver disposto a ir um pouco mais além, poderá descobrir um outro lado do Vale do Omo onde irá encontrar o que mais puro e genuíno África tem para oferecer.

Esta zona da Etiópia, quase virgem, é o habitat das tribos Surmi – um povo adornado com placas gigantes inseridas nos lábios e cujo estilo de vida está intimamente ligado ao pastoreio. Para passar algumas horas ou dias com estas pessoas é necessário estar preparado para alguma aventura, desconforto e, talvez, perigo.

Depressão de Danakil

Águas de enxofre do Lago Asale, Danakil, Etiópia
Águas de enxofre do Lago Asale, no Deserto do Danakil. Localizado no nordeste da Etiópia - na fronteira com a Eritreia - é considerado o local mais quente e seco do planeta, podendo atingir os 60ºC. Foto: Ian Swithinbank

A depressão de Danakil, na fronteira com a Eritreia, fica situada no Leste do planalto Tigrian, no Nordeste da Etiópia. A zona foi oficialmente classificada como uma das área mais quentes e secas do planeta, com uma temperatura média superior a 35 graus.

Trata-se de uma fascinante área geológica, com vulcões activos, águas termais, lagos de lava e bacias salgadas. Gases tóxicos, lagos cheios de enxofre que fervem a 90°C e areias movediças com ácido sulfúrico e vulcões fumegantes.

É, ao mesmo tempo, uma zona surreal, fascinante e perigosa onde vulcões borbulhantes iluminam o céu à noite e miragens de camelos atravessam os lagos de sal. Esta vasta região despovoada, da Etiópia, situa-se abaixo do nível do mar, sendo o ponto mais baixo em toda a África e o segundo mais baixo do mundo, apenas atrás do Mar Morto, na Jordânia e Israel.

Cataratas do Nilo Azul

Forte torrente nas Cataratas do Nilo Azul, em Isat, na Etiópia.
Cataratas do Nilo Azul, em Isat, na Etiópia. Foto: Ondřej Odcházel

Outro local imperdível na Etiópia é o Nilo Azul, onde se situam as Cataratas do Nilo Azul. O português João Bermudes, o auto-intitulado “Patriarca da Etiópia”, terá sido o primeiro a descrever as Cataratas do Nilo Azul, nas suas memórias publicadas em 1565.

As Cataratas do Nilo Azul, conhecidas localmente como Tis Isat (significa grande fumo), situam-se a 30 km a jusante da cidade de Bahir Dar e do Lago Tana e estendem-se por 400m de largura e 45m de profundidade. Quando o extenso volume de água cai no desfiladeiro forma um efeito que rivaliza com as maiores cataratas do mundo.

O caudal do Nilo Azul atinge o volume máximo na época das chuvas – de Junho a Setembro. Para chegar às Cataratas do Nilo Azul, a partir de Bahar Dar, demora-se cerca de 90 minutos, apanhando um autocarro local e mais meia hora de caminhada.


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