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Os eucaliptos continuam a ser uma presença dominante na paisagem da Beira-Baixa, como aqui no concelho de Oleiros. Foto: Jorge Duarte Estevão

Beira-Baixa — 3 dias para ver esta bela região de Portugal

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Jorge Duarte Estevão

Entre o calor quase sufocante e a benesse de uma forte chuvada, passei três dias na Beira-Baixa que me revelaram detalhes desta região de Portugal que desconhecia. Na road-trip, ou passeio de carro, por esta zona do Centro de Portugal, admirei algumas das mais belas localidades lusas, fui recebido de braços-abertos e senti a vontade de ficar por ali: mais um dia ou dois em Castelo Branco, mais 48 horas em Idanha-a-Velha o mesmo para Oleiros e Proença-a-Nova ou Vila Velha de Ródão. 

Desde as sempre faladas e irresistíveis aldeias do Xisto, como Monsanto, Idanha-a-velha ou Penha Garcia, à rota dos fósseis, até às belas Portas de Ródão e às receitas gastronómicas dos tempos dos romanos. No entanto, esta visita não se fez somente de beleza natural, cultural, artística ou arquitectónica, faz-se e muito de beleza humana. 

Memória na ponta da língua

E, ao despedir-me da Beira-Baixa, trouxe os sabores na ponta da língua: a alheira de presunto, em Castelo Branco, o enchido à braz e o Ccabrito estonado, em Oleiros, ou as migas romanas e o pudim de baga de zimbro e leite de ovelha, em Idanha-a-velha. Mas trouxe também na memória a simpatia, o acolhimento e o calor humano — o que para mim não é surpresa, pois, afinal de contas vivi 4 anos na Covilhã — embora não a visite há quase duas décadas. 

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E além de tudo isso guardo… Aliás, não guardo, trouxe também comigo a enorme vontade de voltar, de explorar mais, com mais tempo, de caminhar e provar mais iguarias, de conversar, rir e sorrir com as gentes que fazem desta região a sua casa. Trago a vontade de ouvir quem, contra os tempos modernos, teimosamente insiste em preservar tradições, em orgulhar-se dos bordados, dos utensílios, das receitas antigas.

Quem insiste em mostrar que a diferenciação do turismo pode valer bem mais do que obras emblemáticas. E que as obras emblemáticas, por muito solenes que possam ser não nos convencem a regressar, ou pelo menos não nos persuadem da mesma forma que um caloroso bom dia, um bem-haja ou uma refeição confeccionada com alma. E são estas heranças do passado que, na minha opinião, garantem o sucesso do futuro da Beira-Baixa. É uma daquelas regiões um pouco esquecidas, como em Trás-os-Montes.

Road-trip pela Beira-Baixa — sugestão de roteiro e o que visitar

Dia 1 — Penamacor – Penha Garcia – Monfortinho (43 km)

Penamacor

Vita de Penamacor, Beira-Baixa, Beira-Baixa
Vista para Penamacor, onde se avista o castelo, que data do reinado de D. Sancho I. Foto: Jorge Duarte Estevão

Para optimizar o roteiro e o número de quilómetros, sugiro que comece este roteiro da Beira-Baixa por uma visita à vila de Penamacor. O centro histórico é muito bonito e a vista de e para o Castelo de Penamacor não deve ser perdida. 

Aviste ao longe a Aldeia História de Monsanto e a Serra da Malcata. Se tiver tempo dê lá um salto à procura do lindíssimo lince ibérico ou visite o centro de interpretação — no coração da vila.

Convento de Santo António, Penamacor, Beira-Baixa
Detalhe do tecto recuperado do Convento de Santo António, em Penamacor. Foto: Jorge Duarte Estevão

Caminhe por Penamacor, demore-se a conversar com os simpáticos habitantes locais, mas não deixe também de espreitar o sublime Convento de Santo António — quer seja ou não religioso. O requinte do edifício e dos detalhes arquitectónicos do interior são fantásticos. 

Outros pontos para ver em Penamacor: 

  • Ponte Romano-Filipina de Meimoa
  • Pelourinho
  • Miradouro dos Sete Concelhos
  • Igreja Matriz de Aldeia do Bispo

Penha Garcia

Castelo de Penha Garcia, Beira-Baixa
O Castelo de Penha Garcia, em posição dominante, na serra do Ramiro, na Beira-Baixa. Foto: Jorge Duarte Estevão

Depois de explorar Penamacor, proponho que visite outra localidade bastante apelativa do concelho, ou seja, Penha Garcia. Caminhe ruas acima, espreite alguns ateliers de artesãos locais ou refresque-se numa fonte (se estiver um daqueles dias de calor tórrido, como foi o caso quando percorri esta área do país). 

Aprecie o centro da aldeia e o Pelourinho — datado do reinado de D. Sebastião — até finalmente se deparar com a vista para as águas da Barragem de Penha Garcia. Não perca a respiração ao admirar as vistas, pois vai necessitar de fôlego para subir os degraus até ao Castelo de Penha Garcia

Depois, saia do castelo e percorra o resto da Rota dos Fósseis (PR3), onde poderá observar fósseis de animais pré-históricos marinhos — sim aqui já existiu mar há milhões de anos e os vestígios estão presentes (e bem visíveis) nas rochas no interior do Geopark Naturtejo.

Barragem de Penha Garcia, Beira-Baixa
Construída entre 1975 e 1980, a Barragem de Penha Garcia acumula as águas do Rio Pônsul. Foto: Jorge Duarte Estevão

Visite os antigos moinhos de pedra onde se fabricava o pão que dá fama à região, converse com o guardião dos moinhos que tem sempre interessantes histórias para contar. Quando o calor apertar refresque os pés nas frescas águas do Rio Pônsul ou mergulhe na Praia Fluvial do Pego.

Se não levar o seu próprio piquenique, sugiro que contacte a empresa Geocakes para lhe preparar um belo almoço junto à Albufeira de Penha Garcia, por exemplo.

Monfortinho

Termas de Monfortinho, Beira-Baixa
Existentes desde do tempo dos romanos, as Termas de Monfortinho​, em Idanha-a-Nova, continuam a receber visitantes para inúmeros tratamentos e experiências. Foto: Jorge Duarte Estevão

Este foi um dia com paisagens, muita cultura e um óptimo piquenique, mas a minha recomendação é que termine este primeiro dia da road-trip pela Beira-Baixa nas Termas de Monfortinho

Existentes desde a época da civilização romana, permitem fazer tratamentos de vários tipos, desde terapêuticos até aos direcionados para o bem-estar ou beleza. Com ginásio, solário e piscina, não faltam razões para lá passar uma hora ou duas. Experimente uma massagem ou o duche escocês — (dizem que) ajuda no combate da depressão, ansiedade e stress e a reduzir a obesidade.

Onde ficar em Penamacor

Hotel Fonte Santa, Termas de Monfortinho, Beira-Baixa
Ao visitar a Beira-Baixa, escolha um bom hotel como o Hotel Fonte Santa, a 2 minutos das Termas de Monfortinho. Foto: Jorge Duarte Estevão

No final deste dia recomendo que fique alojado no Hotel Fonte Santa, a cerca de dois minutos das Termas de Monfortinho. As instalações são excelentes. Dormi, provavelmente, na cama mais larga de sempre. A vista para a serra é espantosa, dos quartos e da esplanada exterior. Com muita pena minha, só não tive tempo para usar as belas piscinas. 

Outras opções de alojamento

  1. Herdade Clube Tiro Monfortinho (9.5)
  2. Monsanto GeoHotel Escola (8.9)
  3. Hotel Boavista (8.3)
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Dia 2 — Monsanto-Idanha-a-Velha-Castelo Branco (91 km)

Monsanto

Caminhante na Aldeia de Monsanto, Beira-Baixa
Para quem ainda habita a Aldeia Histórica de Monsanto, as subidas íngremes obrigam a um passo vagaroso e a um esforço adicional. Foto: Jorge Duarte Estevão

No segundo dia do roteiro pela Beira-Baixa — e após um excelente pequeno-almoço no Hotel Fonte Santa — siga em direcção a um local que quase dispensa apresentações (ou descrições). Falo, claro, de Monsanto, quiçá uma das aldeias mais magníficas de Portugal (senão a mais fantástica). Em muitos aspectos parece semelhante à vila alentejana de Marvão.

Castelo de Monsanto, Beira-Baixa
Erguido na cota de 758 metros acima do nível do mar, o Castelo de Monsanto foi erguido por volta de 1165. Foto: Jorge Duarte Estevão

Deixe o carro assim que encontrar lugar, pois o estacionamento é escasso na Aldeia Histórica de Monsanto. Ao percorrer lentamente a povoação, começará, de imediato a reparar em todos os detalhes que fazem deste um lugar tão especial. 

As vistas revelam-se enquanto subimos mais e mais em direcção ao Castelo de Monsanto — edificado sob as ordens de Gualdim Pais. Para além das rochas da aldeia do século XV, pode ainda descortinar a alcáçova, as muralhas e torres de vigia, bem como as ruínas da Capela de S. Miguel e a Capela de Santa Maria do Castelo.

Vista da Aldeia de Monsanto, Beira-Baixa
Quanto mais subimos ao alto de Monsanto, mais vemos da bela paisagem da Beira-Baixa. Foto: Jorge Duarte Estevão

De passagem até aos 758 metros de altura (o ponto mais alto da aldeia), irá encontrar uma casa que foi de Fernando Namora, outra de Zeca Afonso, alguns chafarizes,  uma gruta e outros locais míticos. No entanto, o que recomendo é que se perca pelas ruas e ruelas, sem qualquer itinerário. Tanto pode ver Monsanto numa hora como lá passar um dia.

Um lugar onde não tive possibilidade de ir (deixei para a próxima), foi a bela Capela de São Pedro de Vir-a-Corça.

Idanha-a-Velha

Arvore, Idanha-a-Velha, Beira-Baixa
Até as árvores têm história. Consta que a amoreira no centro de Idanha-a-Velha terá cerca de 500 anos de existência. Foto: Jorge Duarte Estevão

A apenas 15 minutos de Monsanto, prepare-se para mais um mergulho na história (e na gastronomia), ao visitar Idanha-a-Velha.

Esta pequena aldeia de ambiente pitoresco conserva um importante conjunto de ruínas — até dos tempos da presença romana, como as muralhas, o podium de um templo em que assenta a Torre dos Templários ou a Porta Norte. Muito mais recente, mas igualmente interessante, é a Casa Grande (Solar da família Marrocos) — ainda que o interior nunca tenha sido concluído.

Porta Sul, Idanha-a-Velha, Beira-Baixa
A Porta do Ponsul ou Porta Sul foi reconstruída apenas na década de 60, embora tenha antes existido como porta romana. Foto: Jorge Duarte Estevão

Outros locais para ver em Idanha-a-Velha

  • Igreja de Santa Maria (Sé Catedral)
  • Porta Sul
  • Ponte romana

Restaurante recomendado em Idanha-a-Velha

Em Idanha-a-Velha, sugiro que faça uma pausa para almoço. Aí vai encontrar o restaurante Casa da Velha Fonte que é fenomenal e onde comi, sem dúvida, a melhor refeição deste passeio de carro pela Beira-Baixa. 

As ementas foram criadas — pela mão da chef Maria Caldeira de Sousa — com inspiração em receitas romanas. Posso assegurar-lhe que tudo é de chorar por mais: das entradas ao prato principal (pernas de pato apício com camarão, costeletas de borrego acompanhado por umas fabulosas migas micológicas — com vegetais, cogumelos e ovo), à sobremesa (pudim de baga de zimbro e leite de ovelha). Ligue a reservar (277 914 041), pois se não o fizer a espera vai ser longa.

Talvez seja melhor almoçar e depois explorar Idanha-a-Velha, pois assim poderá queimar algumas calorias antes de entrar de novo no automóvel e seguir viagem para Castelo Branco.

Castelo Branco

Casa do Arco do Bispo, Castelo Branco, Beira-Baixa
Centro histórico de Castelo Branco, onde se pode caminhar por ruas de calçada e onde se vislumbra a Casa do Arco do Bispo. Foto: Jorge Duarte Estevão

Ao chegar a Castelo Branco, estacione o carro perto do centro histórico e explore a cidade a pé. Há por aí muito para explorar. Um dos locais essenciais a visitar em Castelo Branco é o Museu Cargaleiro. Os dois espaços do museu são muito interessantes. Num deles poderá apreciar a Cerâmica Ratinha e Cerâmica de Triana que o artista coleccionou. 

No entanto, é no edifício contemporâneo que vamos encontrar as grandes obras de Manuel Cargaleiro (e ainda de outros autores como Cecília de Sousa ou Pablo Picasso). Não só as peças apresentadas são fabulosas, como se louva o facto de o museu expor obras de alguém ainda vivo.

Museu Cargaleiro, Castelo Branco, Beira-Baixa
Detalhe de um dos trabalhos no interior do Museu Cargaleiro em Castelo Branco. Foto: Jorge Duarte Estevão

Ali a poucos metros, entre as ruas estreitas do centro histórico e a Casa do Arco do Bispo, encontrará o Centro de Bordados de Castelo Branco. Aí poderá encontrar exemplos fantásticos desta arte que é ainda preservada na região. Além disso, poderá ver ao vivo as artesãs a produzirem, nos teares, novas peças em bordado. 

Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, Beira-Ba
Ao visitar Castelo Branco, não deixe de visitar o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco. Foto: Jorge Duarte Estevão

Ao sair do centro de bordados, se virar à direita, e caminhar cinco minutos, vai encontrar o Parque da Cidade e o Jardim do Paço Episcopal. Ao final do dia, admire as vistas da capital do distrito, no Miradouro de São Gens.

Outros locais para ver em Castelo Branco

  • Museu de Arte Sacra
  • Palácio dos Viscondes de Portalegre
  • Largo da Sé
  • Igreja de São Miguel
  • Sé Catedral de Castelo Branco

Restaurante em Castelo Branco

Em Castelo Branco, jantei (e bem) no restaurante Cabra Preta. O local tem várias salas de refeição e apresenta gastronomia variada. A minha refeição consistiu (além de entradas de enchidos), numa sopa de salsa, alheira de presunto, posta de bacalhau confitada em azeite e tostada no forno com uma crosta de ervas aromáticas. 

O segundo prato principal foi vitela à Beirã em caçolo de barro. Para sobremesa foi-me servido “Nuvem Tostada” — mas, achei-a excessivamente doce.

Onde ficar em Castelo Branco

Em Castelo Branco fiquei alojado no Meliá e só posso recomendar. O hotel Alberga um centro de bem-estar com uma piscina interior, sauna e banho turco e com vistas para a cidade. As instalações são óptimas, tanto os quartos como os espaços comuns. 

Outras opções de alojamento

  1. Casa 92 (9.3)
  2. Boutique a Esplanada (8.9)
  3. Hotel Império do Rei (8.6)
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Dia 3 — Vila Velha de Ródão-Proença-a-Nova-Oleiros (98 km)

Vila Velha de Ródão

Portas de Ródão, Vila Velha de Ródão, Beira-Baixa
As Portas de Ródão são uma formação geológica situada perto de Vila Velha de Ródão, na Beira-Baixa. Foto: Jorge Duarte Estevão

No último dia deste roteiro na Beira-Baixa, proponho que vá conhecer Vila Velha de Ródão e faça um passeio de barco pelo Rio Tejo. Na vila, pode visitar o Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Vale do Tejo, a Igreja Matriz e o Monumento em Homenagem a Manuel Cargaleiro — foi em Vila Velha de Ródão que nasceu o artista.

Ao longo do passeio de barco, além de conseguir observar o Monumento Natural designado as Portas de Ródão, também conseguirá avistar o Castelo de Ródão e, no ar, muitas aves. 

É nas rochas escarpadas que se abriga aquela que é considerada a maior colónia de grifos (gyps fulvus) de Portugal. Um olhar atento, poderá ainda descortinar o abutre-do-Egipto (neophron percnopterus), o abutre-preto (aegypius monachus) ou a cegonha negra.

Linha da Beira-Baixa. CP, Vila Velha de Ródão, Beira-Baixa
Em pano de fundo, o Castelo de Ródão, no momento em que chega o comboio da linha da Beira-Beixa a Vila Velha de Ródão. Foto: Jorge Duarte Estevão

Caso pretenda caminhar, um dos trilhos disponíveis é o Caminho da Telhada (PR5) — cerca de 6km. 

Dica: Se quiser tirar uma bela foto de Vila Velha de Ródão, conduza dois ou três quilómetros em direcção a Nisa, atravesse a ponte sobre o Tejo e daí terá uma bela vista panorâmica do rio e da povoação (e, infelizmente, de uma fábrica do sector do papel, cujo cheiro intenso também não é agradável).

Proença-a-Nova

Centro Ciência Viva da Floresta, Proença-a-Nova, Beira-Baixa
O Centro Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova, é um espaço interactivo de divulgação científica sobre a floresta. Foto: Jorge Duarte Estevão

De Vila Velha de Ródão seguimos para Proença-a-Nova, onde há também inúmeros locais para se demorar, como as Portas de Almourão (que não consegui visitar) e o Centro de Ciência Viva da Floresta, onde me retive bastante tempo. 

O centro está aberto das 10h às 12h15 e das 14h às 17h30 e, por 3€, ensina-nos bastante sobre a floresta e como devemos cuidar dela. Desde o tipo de árvores que temos no país, como é gerida a área florestal e também o impacto da floresta no nosso dia-a-dia. 

Este é um local que recomendo vivamente para visitantes de qualquer idade e ainda mais para crianças, pois também há alguns elementos interactivos. No site oficial pode consultar os preços, horários e os dias de entrada grátis.

Se quiser arrefecer a temperatura corporal, então mergulhe na Praia Fluvial da Aldeia Ruiva ou na Praia Fluvial do Malhadal.

Experimenta Paisagem, Farol dos Ventos, Proença-a-Nova, Beira-B
Farol dos Ventos é um dos projectos criados em Oleiros no âmbito da iniciativa “Experimenta Paisagem”. Foto: Jorge Duarte Estevão

Ainda em Proença-a-Nova, se apreciar projectos alternativos, procure o “Farol dos Ventos”, um dos elementos da iniciativa Experimenta Paisagem. Este “Farol” está junto à Torre de Vigia de Siza Vieira, na Serra das Talhadas.

Oleiros

Cascatas da Fraga da Água d'Alta, Oleiros, Beira-Baixa
A Cascata da Fraga de Água d’Alta, no concelho de Oleiros, com 50 metros de altura, é considerada uma das mais altas da Beira-Baixa. Foto: Jorge Duarte Estevão

O final (ou o início, se quiser inverter esta road-trip pela Beira Baixa) é no concelho de Oleiros. Aqui, o grande destaque foi a Cascatas da Fraga de Água d’Alta. A queda d’água encontra-se perto do Orvalho e cai de 50 metros de altura. Ali nas imediações pode provar um medronho da região (se tiver alguém que conduza por si) ou levar para casa.

Neste concelho não faltam trilhos para percorrer, como a Grande Rota Muradal Pangeia — Trilho Internacional dos Apalaches (GR38OLR). Aliás, há tantos que poderia escrever um artigo só sobre os trilhos pedestres (mas isso vai ficar para uma próxima visita).

Ponte Grande, Oleiros, Beira-Baixa
A Ponte Grande, sobre a Ribeira de Oleiros, é um dos marcos da vila de Oleiros. Foto: Jorge Duarte Estevão

Em Oleiros, espreite ainda a Ponte Grande, sobre a Ribeira de Oleiros. Daqui poderá avistar mais um dos elementos da iniciativa Experimenta Paisagem — ”Moon Gate”. Se tiver tempo (eu não tive) dê um salto a Álvaro, uma aldeia do Xisto.

Experimenta Paisagem, Moon gate, Oleiros, Beira-Baixa
Moon Gate é um dos projectos criados em Oleiros no âmbito da iniciativa “Experimenta Paisagem”. Foto: Jorge Duarte Estevão

Outros locais para ver em Oleiros

  • Penha Alta
  • Miradouro do Zebro
  • Meandros do Zêzere

Restaurante em Oleiros

Há quem diga que a receita de cabrito estonado tem origens no Tibete. De qualquer forma, é na Beira-Baixa e, particularmente, em Oleiros que pode provar esta especialidade. 

Eu fi-lo num dos locais mais recomendados: a Adega dos Apalaches. Foi servido com batatas pequenas assadas, grelos cozidos e acompanhado com vinho Callum — uma casta em desuso, mas à procura de certificação.

No entanto, não se fique pelo cabrito. Recomendo bastante os enchidos à braz, as empadas de cabrito e, como sobremesa, o pudim de cenoura. Depois de tudo isto talvez seja mesmo melhor pensar numa caminhada…

Onde ficar em Oleiros

Se quiser pernoitar em Oleiros, há algumas opções bastante agradáveis como os Refúgios do Pinhal ou o Hotel Santa Margarida, junto à Ponte Grande. Em qualquer caso ficará bem instalado.

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Informação extra

Quantos dias para um roteiro na Beira-Baixa (Beira-Interior)

O roteiro que descrevi acima tem como base três dias disponíveis, o que é perfeito para uma escapadinha. Porém, eu senti que o tempo foi curto demais para interagir com os habitantes locais, para fazer alguns desvios, para me demorar mais em alguns lugares. Portanto, diria que, no mínimo 3 dias na Beira-Baixa, mas idealmente 4 ou 5 dias nesta zona do Centro de Portugal.

Internet e Wi-fi

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Dinheiro

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Alugar um carro

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Na verdade, para chegar à Beira-Baixa, e percorrer todos estes pontos irá necessitar de uma viatura própria ou recorrer a alguma empresa de turismo da região.

Melhor época para visitar a Beira-Baixa

A Beira-Baixa pode ser visitada em qualquer altura do ano, mas terá de ter em mente as vicissitudes de cada momento. Por exemplo, o Verão é demasiado quente para caminhadas, mas é óptimo para mergulhar nas praias fluviais. 

A Primavera e o Outono são excelentes para caminhar, para apreciar a paisagem, fugir às multidões e, em alguns lugares, participar em festivais e eventos únicos. Já o Inverno, é rigoroso, com bastante chuva, mas poderá ver as paisagens e aldeias pintadas de branco. Imagine Monsanto ou Penha Garcia totalmente cobertas de neve.

Onde ficar na Beira-Baixa

Ao longo do artigo fui deixando notas e recomendações sobre os melhores hotéis da região, mas se precisar de mais opções só tem de usar o botão abaixo para encontrar os melhores preços de alojamento.

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Nota: Esta viagem foi efectuada a convite do Turismo Centro de Portugal.

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