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    Tanzânia

    População - 52,482,726

    Capital - Dodoma

    Língua oficial - Kiswahili ou Swahili, Inglês

    Moeda oficial - Shilling

    Código Internacional de telefone - +255

    Fuso horário - UTC/GMT +3

    Principais aeroportos - Aeroporto Julius Nyerere (Dar es Salaam) | Aeroporto Abeid Amani Karume (Zanzibar) | Aeroporto Internacional Kilimanjaro (Arusha)

    Pontos turísticos da Tanzânia

    Parque Nacional do Serengeti

    Migração de gnus no Serengeti, na fronteira com o Quénia

    O Parque Nacional do Serengeti está entre os destinos mais conhecidos de safari em África e é a atracção turística mais conhecida da Tanzânia. O parque é popular, sobretudo pela genial migração anual de milhões de gnus e zebras entre o Serengeti e o Masai Mara. A enorme manada deixa para trás as planícies secas em busca de água e pastagens verdejantes e frescas. Dado o elevado número de animais e a distância percorrida, o ritual envolve acidentes e os animais mais frágeis e crias são os alvos favoritos do grande número de predadores como leões, leopardos, hienas e cães selvagens.

     

    O Serengeti é o parque mais antigo da Tanzânia e um dos melhores refúgios de vida selvagem do mundo, ocupando uma área de 14763 km2. As planícies abertas são o refúgio de cerca de três milhões de grandes mamíferos envolvidos na migração sazonal e, juntamente com as aves e animais de menor porte, apresentam a maior concentração de vida selvagem do planeta. Entre o Serengeti e o Masai Mara, um milhão ou mais de gnus e centenas de milhares de zebras e gazelas completam a sua grande migração circular em busca de pastagem verde. A entrada em qualquer dos parques da Tanzânia não é barata, sobretudo no caso do Serengeti (60 dólares) e Kilimanjaro (70 dólares).

     

    Área de Conservação de Ngorongoro

    Turistas no Miradouro da Cratera de Ngorongoro, na Tanzânia, África

    Ngorongoro foi formado a partir de um vulcão que esteve em erupção há dois ou três milhões de anos e que, posteriormente, se desmoronou e formou uma cratera de 20 km de largura. Os lados íngremes da cratera tornaram-se um habitat natural apetecível para uma grande variedade de animais selvagens. Esta é também uma das áreas em África onde poderá avistar o rinoceronte negro, uma espécie em risco de extinção.

     

    A antiga caldeira vulcânica abriga uma concentração inigualável de vida selvagem, incluindo uma das maiores populações de leões, hipopótamo, búfalos, zebras, gazelas e chitas. Actualmente, o gado das tribos Maasai pode pastar na zona, mas é obrigatório sair da zona ao fim do dia. O acesso à área de Conservação de Ngorongoro implica o pagamento por parte dos turistas de uma taxa especial.

    Monte Kilimanjaro

    Campismo no Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, África

    O Monte Kilimanjaro é um vulcão inactivo, 5892 metros acima do nível do mar, no Nordeste da Tanzânia, perto da fronteira com o Quénia. O Kilimanjaro é o ponto mais alto de África e, não obstante a sua localização perto do equador, é famoso pelo seu cume carregado de neve. O Kilimanjaro está integrado numa vasta área protegida e as encostas estão preenchidas com floresta tropical luxuriante, enquanto o sopé é o habitat natural de elefantes, búfalos, rinocerontes, macacos e leopardos.

     

    O vulcão adormecido é notável em muitos aspectos, não só pelo cube coberto de neve e glaciares que se erguem entre a selva equatorial húmida, mas também porque é a montanha isolada mais alta do mundo, ou seja, não faz parte de uma cordilheira. O magnetismo dos cumes e encostas tem atraído montanhistas, viajantes e amantes da natureza desde há décadas. Um enorme atractivo do Monte Kilimanjaro é que até o mais inexperiente caminhante pode subir a montanha. No entanto, é necessário tomar precauções devido aos problemas com a altitude e que em casos extremos pode ser fatal.

     

    Existem seis rotas diferentes até ao topo do Monte Kilimanjaro, cada uma com distintos graus de dificuldade, mas a forma mais fácil e popular para chegar ao cume é através do Trilho Marangu, que no total demora cerca de cinco dias, pernoitando em cabanas ao longo do caminho. As vistas desde o topo são, como se espera, a grande recompensa pelo esforço de quase uma semana a caminhar. A melhor altura para escalar a montanha é entre Agosto e Novembro.

    Zanzibar

    Barco a vela em Zanzibar, Tanzânia

    Zanzibar é uma região semi-autónoma da Tanzânia. A ilha africana de Zanzibar foi estabelecida como um centro comercial, controlado posteriormente pelos portugueses e pelo Sultanato de Omã e, em seguida, erigido como um protectorado britânico até ao final do século XIX. Zanzibar tem uma história fascinante, já que era o centro dos negócios de escravos e especiarias no século XIX e apresenta uma fusão de influências africanas, indianas e árabes.

     

    O Forte Velho, também conhecido como o Forte Árabe e por outros nomes, é uma fortificação localizada na Stone Town (Cidade de Pedra). O forte de Zanzibar foi construído no final do século XVII para defender a ilha dos portugueses. A cidade de pedra (Stone Town) foi reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade, em 2000, e caracteriza-se por ruas estreitas, construções antigas e bazares movimentados.

     

    Outro grande atractivo são as suas belas praias de areia branca. Existem várias praias de areia branca e aldeias pitorescas. Dhows (canoas) com vela navegam ao longo da costa e os pescadores fornecem as capturas do dia aos restaurantes à beira-mar. Quilómetro após quilómetro de praias perfeitas pontuadas com casas de hóspedes, como em Kendwa e na aldeia piscatória de Nungwi. A praia de Matemwe é considerada uma das mais bonitas, bem como a pequena ilha offshore de Mnemba, com o recife de coral, proporcionando sublimes oportunidades de mergulho. Situada no Oceano Índico, Zanzibar é uma pequena fatia do paraíso e ainda vai a tempo de a provar.

     

    Ilha de Pemba

     

    Conhecida como a Ilha Verde, em árabe, a Ilha de Pemba, integra o arquipélago de Zanzibar, no Oceano Índico, e faz parte das chamadas "Ilhas das Especiarias". Na ilha de Pemba uma das actividades com maior relevância é a agricultura, com destaque para o cravo da Índia. Mas, Zanzibar está a tornar-se cada vez mais popular e quem procura uma alternativa na região volta-se agora para Pemba. A ilha é especialmente popular entre os mergulhadores que ali se deslocam para explorar os corais em estado imaculado, além da imensa vida marinha.

     

    Apesar de Zanzibar e Pemba estarem apenas separados por pouco mais de uma centena de quilómetros, a diferença não podia ser maior. Ao invés de Zanzibar, onde a infra-estrutura turística está bem desenvolvida, Pemba continua em grande parte por potenciar. No interior da ilha, ao contrário de Zanzibar onde o terreno é plano e arenoso, em Pemba o terreno é montanhoso e fértil e abundam árvores de frutas e especiarias.

     

    Não confundir a Ilha de Pemba com a povoação com o mesmo nome em Moçambique e com quem partilha a mesma costa fantástica.

    Ilha da Máfia

    Ilha da Máfia, Zanzibar, Tanzânia

    A Ilha da Máfia também faz parte das Ilhas das Especiarias, mas é menor do que Pemba e apresenta uma população de cerca de 40000 habitantes. Apesar do nome, aqui não deverá encontrar crime organizado. O verdadeiro crime é não visitar uma ilha que apresenta um magnífico sistema de recife de coral, dispondo de condições perfeitas para mergulho, além de praias de areia branca e mar azul turquesa - tudo longe das multidões.

    Parque Nacional de Ruaha

    Leão a descansar no Parque Nacional de Ruaha, Tanzânia, África

    Ruaha é o segundo maior parque nacional da Tanzânia e um segredo bem guardado, em parte devido à sua localização remota no coração da Tanzânia e ao ecossistema quase inexplorado. O Vale de Ruaha é considerado uma extensão do grande Vale do Rift, onde o rio Ruaha corre por dezenas de quilómetros de longos e profundos desfiladeiros e vastas planícies.

     

    Com menos de 2000 visitantes por ano, Ruaha é um local intocado com manadas de mais de 10000 elefantes, vasta população de leões, enormes concentrações de búfalos, gazelas e mais de 400 espécies de aves. A melhor época para ver predadores e grandes mamíferos é durante a estação seca, entre meados de Maio e Outubro. A estação chuvosa, Dezembro a Março, é a indicada para observação de aves, paisagens verdejantes e campos de flores silvestres.

    Quando visitar a Tanzânia

    O clima divide o ano em duas estações principais: a estação seca de, Maio a Outubro, e a estação chuvosa, de Novembro a Abril. Mas esta última divide-se em dois períodos: uma breve estação chuvosa (mvuli) em Novembro e Dezembro, e uma estação mais longa (masika) com chuvas fortes em Fevereiro e Abril/Maio. As temperaturas mais altas sentem-se entre Dezembro e Fevereiro, embora dependa das zonas geográficas. O planalto do interior é caracterizado por um clima mais tropical e a costa por um clima equatorial. A estação seca é a melhor altura para visitar a Tanzânia, mas menos favorável para descobrir os animais do Serengeti.

     

    As temperaturas na Cratera do Ngorongoro caem drasticamente à noite, particularmente de Junho a Agosto, e descem abaixo de zero no Monte Kilimanjaro e Monte Meru. A maior parte dos turistas visita durante o Inverno do Hemisfério Norte, mas a Tanzânia pode ser visitada durante todo o ano.

     

    Época baixa na Tanzânia

     

    Abril e Maio são geralmente os meses os mais chuvosos no norte da Tanzânia e esta é considerada a época baixa do turismo no país, pelo que muitos dos hotéis e safaris operam com preços mais reduzidos. Poderia pensar-se que esta redução de tarifas estaria associada à diminuição de actividade de vida selvagem, mas não é o caso. A abundância de vida selvagem mantém-se no Serengeti central e a sul em Abril e Maio, enquanto na cratera do Ngorongoro e do Lago Manyara - onde o avistamento dos animais é menos sazonal - irá ter muito menos turistas com quem repartir o território.

    Tanzânia - Estado do tempo



    Segurança na Tanzânia

    Antes de partir de viagem é extremamente importante verificar quais as condições de segurança no país e região que vai visitar. Há vários motivos para dar uma vista de olhos nas informações detalhadas sobre segurança. Primeiro, pela sua própria salvaguarda e, também, para planear melhor a sua viagem. Depois, para se manter actualizado caso ocorra alguma situação menor ou grave durante a sua estadia na Tanzânia.


    O site do Governo inglês é actualizado com muita regularidade para todos os países e o meu conselho é que, mesmo antes de reservar o voo para o seu destino de eleição, espreite o site e verifique se existe alguma indicação de problemas. A informação está, obviamente, escrita em inglês, mas caso tenha dificuldade em perceber a língua inglesa pode optar por um tradutor online como o Google.


    Alguns exemplos que podem surgir antes ou durante a sua estadia e que merecem monitorização permanente são: atentados em Londres, manifestações na Venezuela, greves e cortes de estrada na Bolívia, furações nas Caraíbas, inundações na Ásia, ou fogos florestais em Portugal. Além disso, o site dispõe - para alguns países - de mapas regionais detalhados indicando os locais em que é desaconselhada a visita para turistas.

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