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    Quénia

    População - 46,790,758

    Capital - Nairobi

    Língua oficial - Inglês, Kiswahili

    Moeda oficial - Shilling

    Código Internacional de telefone - +254

    Fuso horário - UTC/GMT +3

    Principais aeroportos - Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (Nairobi)

    Pontos turísticos do Quénia

    Masai Mara

    Migração de gnus a atravessar o rio Mara, Masai Mara, Quénia

    Com uma área superior a 1510 km², o parque Masai Mara não é o maior do Quénia, mas é, sem dúvida, o mais famoso. A área total do parque está situada no enorme Vale do Rift e a Reserva Nacional de Masai Mara é uma das principais atracções turísticas do Quénia. A cada ano o Masai Mara é visitado por milhares de turistas, sobretudo para assistir à surreal migração de milhões de animais, na maioria zebras e gnus, entre o Serengeti, na Tanzânia, e o Mara, no Quénia.

     

    A região é uma extensão das planícies do igualmente incrível Serengeti, na Tanzânia. Grande parte do filme África Minha foi filmado aqui e, além das paisagens deslumbrantes, é refúgio de uma extraordinária concentração de vida selvagem, incluindo os Big Five. O Masai Mara tem a maior população de leões do Quénia e as enormes manadas de gnus e zebras atraem outros predadores como chitas, leopardos, hienas e crocodilos.

     

    A Grande Migração do Masai Mara e Serengeti

     

    A "Grande Migração" acontece ao longo do ano, mas atinge o auge, no Masai Mara, de Julho a Outubro, quando milhões de gnus e zebras migram do Serengeti, na Tanzânia, para o Masai Mara (ver foto acima). A Grande Migração de Gnus é um dos maiores espectáculos naturais do mundo, quando cerca de dois milhões de animais deixam as planícies secas da Tanzânia e seguem a chuva para encontrar pastagens mais verdes a Norte, chegando ao Masai Mara a partir de Junho ou Julho e voltando novamente em Setembro. Este é um dos sítios onde potencialmente conseguirá assistir a uma caçada e em que o grande destaque é também o momento em que as manadas são forçadas a cruzar o Rio Mara - infestado com crocodilos famintos.

     

    Parte das receitas turísticas revertem a favor das comunidades locais, o que pode potenciar a redução da crispação entre homem e vida selvagem nesta zona do planeta. Tradicionalmente as terras eram usadas pelos Masai para os rebanhos de gado e os programas criados para compensar o abandono das terras só recentemente foram aceites, embora com relutância. Um voo matinal de balão de ar quente sobre a savana, pode ser uma experiência inesquecível, vendo de um ponto de vista privilegiado a magia, emoção e drama vividos pela manada na constante fuga aos predadores.

    Malindi

    Praia malindi, Quénia

    Malindi ou Melinde é uma das várias atracções turísticas costeiras no Quénia. O Parque Nacional Marinho de Malindi apresenta extensos recifes de corais e praias de água cristalina e areia branca, peixes coloridos e mar perfeito para surf, snorkeling e pesca de alto mar. Situado a 40 km a norte de Mombasa, este é o típico resort para passar uns dias de férias sem preocupações.

     

    A Sul de Malindi estão os Parques Nacionais Marinhos de Watamu e Malindi. Estas áreas protegidas de praias de corais brancos e lagoas azuis deslumbrantes são uma grande atracção de férias para snorkellers e mergulhadores. Entre os dois parques está Gedi, uma cidade Swahili abandonada no século XV, onde os visitantes podem visitar ruínas do palácio, do mercado ou mesquitas. Aí poderá também encontrar a visita (in)esperada de babuínos.

     

    Malindi era uma cidade portuária e um ponto estratégico no século XV. Este foi um dos portos que acolheu Vasco da Gama em 1498, na sua rota para a Índia. O navegador português foi visto como um bom parceiro, pois poderia trazer interessantes oportunidades de comércio. Em 1500, o rei de Malindi jurou a fidelidade a Portugal e esta aliança durou até ao século XVII, altura em que as condições políticas e geográficas se alteraram. Uma das raras relíquias portuguesas na costa queniana pode ser encontrada nas falésias do extremo sul do porto de Malindi - a cruz de Vasco da Gama que carrega o brasão português e comemora a sua chegada há mais de 500 anos.

    Monte Quénia

    Manada de elefantes no Parque Nacional de Amboseli, Quénia

    O Monte Quénia, um vulcão há muito extinto, é a montanha mais alta do Quénia e a segunda maior de África (5199 metros), apenas superada pelo Kilimanjaro (5895 metros), na Tanzânia. O cume está coberto de neve em grande parte do ano, enquanto as encostas dão vida a uma densa floresta e incorporam habitats áridos de alta biodiversidade.

     

    A paisagem que rodeia esta área foi inscrita na lista da UNESCO, em 1997, e percebe-se porquê. A vista, a paisagem alpina selvagem, é de de cortar a respiração: floresta, lagos, glaciares, nascentes de água natural, e uma selecção de espécies de animais raras e ameaçadas de extinção. A área do parque onde se encontra esta cadeia montanhosa também se encontra dentro da rota migratória tradicional da população de elefantes africanos. Actualmente, o Monte Quénia ainda mantém 12 glaciares, embora estes estejam a derreter rapidamente com o aquecimento global do planeta.

    Parque Nacional Tsavo

    Elefantes no Parque Nacional Tsavo, Quénia

    Tsavo é o maior parque nacional do Quénia e um dos maiores do mundo (22000 km2). Devido ao seu tamanho, o parque foi dividido em Tsavo Ocidental e Tsavo Oriental. O Tsavo Ocidental tem paisagens espectaculares com uma paisagem vulcânica, enquanto Tsavo Oriental caracteriza-se por uma zona de savana aberta. O Parque Nacional Tsavo é o destino ideal no Quénia para quem procura isolamento e privacidade, bem como a possibilidade de explorar o deserto.

     

    O Parque Nacional de Tsavo está apenas a uma hora de carro de Mombasa, ao longo da principal estrada principal para a capital, Nairobi. O parque dá abrigo enormes manadas de elefante, girafas, búfalos, antílopes, macacos e pássaros exóticos. Também os elefantes parecem exóticos, já que aparecem com regularidade “pintados” de vermelho, devido à cor do pó e lama do solo da região, com que os elefantes se refrescam.

     

    Durante a década de 1980, os rinocerontes foram dizimados quase até à extinção por caçadores furtivos, mas a população recuperou e ronda agora 200 exemplares, sendo que a maioria é encontrada no Santuário de Rinocerontes Ngulia. A caça furtiva foi praticamente eliminada e a população de elefantes também está a aumentar, estimando-se em cerca de 5000 animais, mas ainda longe dos 25000 em 1960.

    Parque Nacional Amboseli

    Manada de elefantes no Parque Nacional de Amboseli, Quénia

    Amboseli é um parque conhecido pelas suas manadas de elefantes, nas imediações do majestoso Monte Kilimanjaro. Uma das imagens de marca de África são as largas manadas de elefantes em primeiro plano e a maior montanha de África, o Kilimanjaro, com o cume coberto de neve em segundo plano. É um parque relativamente pequeno, com amplas planícies que se fundem com o horizonte distante, proporcionando boa visibilidade em todas as direções.

     

    Observation Hill apresenta vistas deslumbrantes sobre o parque e na direcção do Monte Kilimanjaro, especialmente ao amanhecer. Hipopótamos, chacais, hienas, gnus, zebras, girafas ou gazelas habitam o Parque Nacional Amboseli. Uma forma popular de admirar a paisagem é através de um voo de ultraleve, desde Nairobi ou da pista de aterragem de Amboseli.

    Quando visitar o Quénia

    O clima é equatorial, embora esteja sujeito a variações regionais. Há duas estações secas, de Dezembro a Março e de Julho a Outubro, alternando com duas épocas de chuvas de Abril a Junho e de Novembro a Dezembro. O Quénia tem padrões climáticos complicados e imprevisíveis e o impacto das mudanças climáticas tem sido notório.

     

    As temperaturas são determinadas em grande parte pela altitude. Nairobi tem um clima moderado, embora na época fria em, Julho e Agosto, possa cair até aos 5°C durante a noite. Os maiores influxos de turistas acontecem em Dezembro, Janeiro, Julho e Agosto. A viagem na estação seca tem várias vantagens, entre as quais a maior visibilidade da vida selvagem. Entre Julho e Agosto é o melhor momento para visitar o Quénia, em geral, para observação de vida selvagem, embora em Setembro ainda possa assistir ao drama dos gnus a atravessar o Rio Mara.

    Quénia - Estado do tempo



    Segurança no Quénia

    Antes de partir de viagem é extremamente importante verificar quais as condições de segurança no país e região que vai visitar. Há vários motivos para dar uma vista de olhos nas informações detalhadas sobre segurança. Primeiro, pela sua própria salvaguarda e, também, para planear melhor a sua viagem. Depois, para se manter actualizado caso ocorra alguma situação menor ou grave durante a sua estadia no Quénia.


    O site do Governo inglês é actualizado com muita regularidade para todos os países e o meu conselho é que, mesmo antes de reservar o voo para o seu destino de eleição, espreite o site e verifique se existe alguma indicação de problemas. A informação está, obviamente, escrita em inglês, mas caso tenha dificuldade em perceber a língua inglesa pode optar por um tradutor online como o Google.


    Alguns exemplos que podem surgir antes ou durante a sua estadia e que merecem monitorização permanente são: atentados em Londres, manifestações na Venezuela, greves e cortes de estrada na Bolívia, furações nas Caraíbas, inundações na Ásia, ou fogos florestais em Portugal. Além disso, o site dispõe - para alguns países - de mapas regionais detalhados indicando os locais em que é desaconselhada a visita para turistas.

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